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D. SANCHO I

 

[N. Coimbra, 1154 — m. Coimbra, 1211]

 

 

Foi o segundo rei de Portugal, filho de D. Afonso I e de D. Mafalda.  Cognominado o Povoador (pelo incentivo que conferiu ao povoamento dos territórios do país - com particular destaque para a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187) e Bragança (1187), entre outras. Áreas remotas do reino foram povoadas, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.
Casou em 1174 com D. Dulce de Aragão. Por volta de 1170, aquando da doença do rei seu pai, passou a comparticipar da administração pública. Após a morte de D. Afonso I foi solenemente aclamado em Coimbra.

Foi um grande administrador, tendo acumulado no seu reinado, um verdadeiro tesouro. Protegeu e fomentou a indústria, o povoamento das terras foi uma das suas maiores preocupações, criou concelhos e concedeu cartas de foral. Conquistou Silves, que era na altura uma cidade com 20000 a 30 000 habitantes a uma das mais ricas do ocidente peninsular, e também Albufeira. 

Passou a intitular-se rei de Portugal e dos Algarves embora Silves tenha sido perdida novamente para os mouros.


No campo da cultura, o próprio rei foi poeta a enviou muitos bolseiros portugueses a universidades estrangeiras.


É-lhe atribuída a cantiga «Ai eu coitado como vivo...», durante algum tempo atribuída também a Afonso X. A «amiga» a quem se destina seria Maria Pais Ribeiro, por alcunha «a Ribeirinha», amante do rei e mãe do trovador Gil Sanches.

 

O Portal de Historia, http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria

Dicionário Cronológico de Autores Portugueses

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