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EUGÉNIO DE CASTRO

 

[N. Coimbra,4-3-1869 – m. Coimbra, 17-8-1944]

 

 

Poeta e professor universitário português, natural de Coimbra, onde se formou em Letras. Iniciou a publicação de obras de poesia em 1884. Três anos mais tarde, colaborou no jornal O Dia e, em 1895, foi co-fundador, com Manuel da Silva Gaio, da revista internacional Arte, que reuniu textos de escritores portugueses e estrangeiros da época.

Eugénio de Castro ficou conhecido como o introdutor do simbolismo em Portugal. Após uma estadia em França, publicou as obras Oaristos (1890) e Horas (1891), que pretendiam revolucionar, do ponto de vista formal, a poesia portuguesa (introdução de inovações ao nível das imagens, da rima e do trabalho do verso em geral e exploração da musicalidade da língua, num esteticismo que visava contrapor-se à tradição romântica portuguesa). Estas primeiras obras suscitaram uma acesa polémica, o que ajudou à difusão do simbolismo decadentista em Portugal, corrente apoiada e difundida pelo jornal Os Insubmissos (1889), fundado pelo escritor. A sua poesia evoluiu depois num sentido neoclassicizante, de que é exemplo Constança (1900).

Escreveu ainda, para além das já citadas, as obras Silva, (1894), Belkiss (1894), Tirésias e Sagramor (1895), Salomé e Outros Poemas (1896), O Rei Galaor (1897), Saudades do Ceú (1899), Poesias Escolhidas, 1889-1900 (1902), O Anel de Polícrates (1907), A Fonte de Sátiro (1908), O Cavaleiro das Mãos Irresistíveis (1916), Canções desta Vida Negra (1922), Cravos de Papel (1922), A Mantilha dos Medronhos (1923), Descendo a Encosta (1924) e Últimos Versos (1938). Em 1987 foi publicada uma Antologia, organizada por Albano Martins. Eugénio de Castro foi, ainda, tradutor de obras de Goethe e da Arte de Ler, de Émile Faguet.

 

História Universal da Literatura Portuguesa; www.universal.pt
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