Moro agora nos olhos das crianas,
disponho a luz para as ver melhor,
o azul aproxima-se da pupila.

Nesta praa que me lembra outra
mais antiga, os pombos vm
beber a solido das minhas mos.

Digamos ento que um brusco aroma
me traz o sol ou uma abelha
ou esses olhos onde agora moro.

 


In Matria Solar
Eugénio de Andrade
[MORO AGORA NOS OLHOS DAS CRIANÇAS]
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