O que farei na vida — o Emigrado
Astral aps que fantasiada guerra —
Quando este Oiro por fim cair por terra,
Que ainda Oiro, embora esverdinhado?

(De que Revolta ou que pas fadado?...)
— Pobre lisonja a gaze que me encerra...
— Imaginria e pertinaz, desferra
Que fora mgica o meu pasmo aguado?...

A escada suspeita e perigosa:
Alastra-se uma ndoa duvidosa
Pela alcatifa — os corrimos partidos...

— Taparam com rodilhas o meu norte,
— As formigas cobriram minha Sorte,
— Morreram-me meninos nos sentidos...

 


Paris, 21 de Janeiro de 1916
Mário de Sá-Carneiro
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