(Regresso à casa da Rua da Fonte da Luz, na                                             Foz. O orvalho das manhãs no jardim. Água                                             ainda.)

 Nesse tempo para mim
amar era trazer uma fogueira
onde colava um rosto de mulher
ou a forma de um jasmim.

De vez em quando vestia lhe um fantasma novo
ou outro sonho qualquer.
às vezes bastava mudar-lhe o nome
pronunciado com a saliva das manhãs rumorosas
de quem tem sede
não de uma fonte especial.
mas apenas do orvalho
que o Sol ao nascer
modela no perfume-seda
das rosas.

 

 


In Memória
José Gomes Ferreira
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