(De um lado para o outro.)

 

«O teu filho está preso.»

Ah! mas peço-te não chores, poeta.

Lembra-te de que só tens direito aos gritos dos espelhos
                                                                 dos outros.

à dor fora de ti.
às insónias caídas dos relógios dos corações alheios.
Aos cardos com sangue de pés de pobres por dentro.

Sim. Abaixo a propriedade privada das lágrimas!

 


In Comboio
José Gomes Ferreira
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