Cada vez que me julgo
     Inteligente vejo
     Que há outro que já disse
     O que vou ter ensejo
     De dizer a seguir
     Por isso já não digo,
     Por isso me aprofundo
     Ai, meu amigo
Há tanta gente inteligente neste mundo!

 

1918

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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