Quantas verdades achei!
E eram todas desiguais.
Quantas coisasa encontrei
Que nunca mais acharei
A não ser no que nunca mais!

Palavras? Não, não quero saber
Como é que pensar se diz
Ou como sentir tem ser.
Quem saiba o que não souber -
Esse, sim, será feliz.

 

 

 

 

 

20 - 10 - 1933

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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