Trs vezes vi, Marlia, de alva lua
Cheio de luz o rosto prateado,
Sem que dourasse o campo matizado
A linda aurora da presena tua.

Ento subindo terra calva e nua,
De um ngreme rochedo pendurado,
Os olhos alongando pelo prado,
Chamava, mas em vo, a Morte crua.

Ali comigo vinham ter pastores
Que meus suspiros fervidos ouviam
Cortados do alarido dos clamores.

Tanto que a causa do meu mal sabiam,
Julgando sem remdio minhas dores,
Por no poder-me consolar fugiam.

 

Correia Garção
TRêS VEZES VI MARíLIA DE ALVA LUA
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