Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo, 
A banalidade devorante das caras de toda a gente! 
Ah, a angústia insuportável de gente! 
O cansaço inconvertível de ver e ouvir! 
 
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.) 

Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto, 
Estômago da alma alvorotado de eu ser...

 


In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002
Álvaro de Campos
« Voltar