Ininterrupto e fluido guia o teu curso
Lídia, e sereno para o mar distante.
      Teus manes não to param.
      Interrompem-to apenas.
Mas conta tu as tuas próprias horas,
À tua espera dá-te incerta Náiade [?]
      Que a porta [?] te não dá
      Tua legada vida...
Condescendente p’ra contigo própria,
Deixa aos certos Letes de fugir
      Vive com a verdade
      No instante dos demónios [?]
Que alhures a saber preso com deles
O céu do Fado, gozam a delícia
      Altiva de viverem
      Onde guardam suas vidas.

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
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