Agora, 
que eu já não sei andar nas trevas, 
não me roubes a Tua Mão, Senhor, 
por piedade! 
Voltar às trevas não sei, 
e sem a Tua Mão não poderei 
dar um só passo em tanta Claridade. 

P’las Tuas feridas minhas, p’las tristezas 
de Tua Mãe, Jesus, 
não me deixes, no meio desta Luz, 
de pernas presas... 

Não me deixes ficar 
com o Caminho todo iluminado 
e eu parado e tão cansado 
como se fosse a andar... 


In SERRA-MÃE , Ática, 1991
Sebastião da Gama
« Voltar