Conhecem um vigrio de chorina,
De insulta frase, de ral maruja?
Sapo imundo, que bebe, ou que babuja,
No que deita por fora a Cabalina?

Este um tal Franco, um tal sovina,
Que orelhas mil e mil com trovas suja,
Digno rival do mocho, e da coruja,
Quando a voz desenfreia, a banza afina:

Faz versos em francs, francs antigo,
Em gria de Veneza, e finalmente
Em corrupto espanhol; leve o castigo:

Ele diz que so bons, e os mais que mente;
Pe mos obra, faze o que te digo,
Chicoteia esse bruto, e cr na gente.

 

Bocage
AO PADRE JOAQUIM FRANCO DE ARAúJO FREIRE BARBOSA (VIGáRIO DA IGREJA DE ALMOSTER)
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