Vem uma voz pela bruma, Vem pela bruma a falar. Não me diz cousa nenhuma Sei ouvi-la sem escutar. É a voz antiga e perdida Que diz sempre ao coração Que não é nada esta vida Que todo o esforço é vão.
6 - 4 - 1934

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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