Dois é o prazer: gozar e o gozá-lo.
Ao néscio elege o parvo, o sábio ao outro.
      E o igual fado é diverso.
Na taça que ergo, ondeio, e vejo, as bolhas
Incluo no que sinto, e ao pegar
      Mais puro ‘stá na taça.
21 - 2 - 1928

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
« Voltar