Da vida... não fales nela,
quando   o   ritmo   pressentes.
Não fales nela  que a  mentes.


Se os teus olhos se demoram
em  coisas  que  nada   são,
se os pensamentos se enfloram
em  torno delas  e  não
em  torno  de não saber
da vida...   Não fales nela.


Quanto saibas de viver
nesse olhar se te congela.
E  só a   dança  é  que dança,
quando o ritmo  pressentes.


Se, firme, o ritmo avança,
é dócil a vida, e mansa...
Não fales nela, que a mentes.


In Pedra Filosofal
Jorge de Sena
« Voltar