Sim, ninguém me compreende.
Pior se compreendesse!
Ninguém a ninguém se entende,
Porque se alguém se entendesse,
A alma seria um duende.
4 - 3 - 1933

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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