A vida para os inconscientes ( Lydia, Celimne, Daisy) 
E o consciente para os mortos — o consciente sem a Vida... 
Fumo o cigarro que cheira bem mgoa dos outros, 
E sou ridculo para eles porque os observo e me observam. 
Mas no me importo. 
Desdobro-me em Caeiro e em tcnico, 
— Tcnico de mquinas, tcnico de gente, tcnico da moda —
E do que descubro em meu torno no sou responsvel nem em verso. 
O estandarte roto, cosido a seda, dos imprios de Maple —
Metam-no na gaveta das coisas pstumas e basta... 


In Poesia , Assrio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002
Álvaro de Campos
[A VIDA É PARA OS INCONSCIENTES (Ó LYDIA CELIMÈNE DAISY) ]
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