Cascatas para casas, menos frias
Que cascatas caindo, escadarias
De vagos cisnes, mágoas em passadas
Ao meu silêncio, que as escuta dadas...
E neste sonho, pórtico secreto,
Cofre velho com seda mal-coberto,
Sinto em mim, em Luar, Cipreste e Frio,
Passares — e esse é o vulto do navio.
15 - 2 - 1915

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
« Voltar