…Não: o que tenho é sono.
O quê? tanto cansaço por causa das responsabilidades,
Tanta amargura por causa de talvez se não ser célebre,
Tanto desenvolvimento de opiniões sobre a imortalidade…
O que tenho é sono, meu velho, sono…
Deixem-me ao menos ter sono; quem sabe que mais terei?
16 - 6 - 1928

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002
Álvaro de Campos
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