Sem para onde brilhem nem quando
As estrelas vão pondo agoras
No sem-tempo do espaço a outro...
Tudo isto em mim eu vejo... Os céus
São este voo de haver cousas em si. Buscando

E tudo em mim é um sonhar neutro
De mim, do universo e de Deus.


[18-9-1914]

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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