Ah, que extraordinário,
Nos grandes momentos do sossego da tristeza,
Como quando alguém morre, e estamos em casa dele e todos estão quietos,
O rodar de um carro na rua, ou o canto de um galo nos quintais…
Que longe da vida!
É outro mundo.
Viramo-nos para a janela, e o sol brilha lá fora —
Vasto sossego plácido da natureza sem interrupções!

 

28 - 3 - 1932

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002
Álvaro de Campos
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