Não são os reis e os povos rebelados
De quem nasce a injustiça que é maior.
Dos deuses e dos imutáveis fados
Deriva inevitável a mor dor.

Não te rebeles, quer te não consoles,
Quer esqueças, que é inútil pranto ou riso.


[c. 28-8-1923]

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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