Copenhaga lavando os cabelos
na fonte do amor que nascia!
Os sinos da Trinitatis
quatro açucenas batiam.


Nevoentas maçãs abriam
na laje as patas de Março
com cornos de pássaros que vinham
do Egipto derreter a neve.


No quarto em quadrados de açúcar
nítido o amor se espalhava.
Dentro do meu milho latino
Lars Peters ria um riso de água
que o fogo do tempo consumia.


folhas secas de Copenhaga
ao vento que o adeus assobia!
Os sinos da Trinitatis
quatro açucenas mordiam.

 

 


In Mátria
Natália Correia
[COPENHAGA LAVANDO OS CABELOS ]
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