Há lágrimas nos teus olhos
e oiço sem querer o meu povo chorar:
soubesses tu que tudo o que me dizes
é a sombra do que não me podes dar.

Venço apenas a morte
quando te amo
Mas o medo e o silêncio andam connosco
e se sofro não é a ti que chamo.

Chora por mim, por nós,
lembra-me a voz desse proscrito antigo:
morro e toda a tua grandeza,
pátria, vai comigo.

 


In Mãe Pobre
Carlos de Oliveira
« Voltar