Já por bárbaros climas entranhado,
Já por mares inóspitos vagante,
Vítima triste da fortuna errante,
‘té dos mais desprezíveis desprezado

Da fagueira esperança abandonado,
Lassas as forças, pálido o semblante,
Sinto rasgar meu peito a cada instante
A mágoa de morrer expatriado:

Mas ah! Que bem maior, se contra a sorte
Lá do sepulcro no sagrado hospício
Refúgio me promete a amiga Morte!

Vem pois, ó nume aos míseros propícios,
Vem livrar-me da mão pesada e forte,
Que de rastos me leva ao precipício!

 

Bocage
VENDO-SE LONGE DA PáTRIA E PERSEGUIDO PELA FORTUNA
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