Carne. Carne de amor. Love-flesh,
como lhe chamou Whitman.
Amada carne até aos bordos cheia
de ardor, fremente de seiva.
Carne endurecida
até ŕ alma. Erecta carne
profunda. Vertical esplendor
subindo ŕs estrelas. Ou mais
alto ainda. Talvez
ŕ eternidade.
Ámen.

 


In Rente ao Dizer
Eugénio de Andrade
« Voltar