Do que quero renego, se o querê-lo
Me pesa na vontade.  Nada que haja
      Vale que lhe concedamos
      Uma atenção que doa.
Meu balde exponho à chuva, por ter água.
Minha vontade, assim, ao mundo exponho,
      Recebo o que me é dado,
      E o que falta não quero.
22 - 9 - 1931

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
[DO QUE QUERO RENEGO SE O QUERÊ-LO]
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