No ocaso, sobre Lisboa, no tédio dos dias que passam, 
Fixo no tédio do dia que passa permanentemente 
Moro na vigília involuntária como um fecho de porta 
Que não fecha coisa nenhuma. 
Meu coração involuntário, impulsivo, 
Naufraga a esfinges indigentes 
Nas consequências e fins, [?acordando?] no [?além?]...

[1-5-1928]

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002
Álvaro de Campos
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