Coimbra, 3 de Setembro de 1941

 

Carta da minha Mãe.
Quando já nenhum Proust sabe mais enredos,
A sua letra vem
A tremer-lhe nos dedos.

— «Filho» …
E o que a seguir se lê
É de uma tal pureza e de um tal brilho,
Que até da minha escuridão se vê.                      


In Diário II
Miguel Torga
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