Tu, ‘spírito longínquo, que, magoado,
Bates às portas do meu ser perdido
E com o teu soluço emudecido
Meu mínimo torpor fazes quebrado,

Ergue teu vulto, ergue do meu lado
Teu gesto inútil e desvanecido
A hora em que o templo perde o ruído
E é noite lenta sobre o □ e o prado...


□ espaço deixado em branco pelo autor

13 - 9 - 1917

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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