No ar calmo, aluarado e vão
Da ampla noite de verão,
Se cismo não sei o que penso;
Se sinto, penso noutra coisa... O ar,
Cheio de um mole esquecimento imenso,
Sem que me queira nada, vem-me enredar.
4 - 6 - 1920

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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