Noite. Fundura. A treva
É mais doce talvez...
E uma ânsia de nudez
Sacode os filhos de Eva.
 
Não a nudez apenas
Dos corpos sofredores
Mas a das almas plenas
De indecisos amores.
 
A voz do sangue grita
E a das almas responde!
Labareda infinita
Que nas sombras se esconde.
 
Mas quase sem ruído,
Na carne ao abandono
O hálito do sono
Desce como um vestido...
 

In SEGREDO, LÍRICAS PORTUGUESAS
Pedro Homem de Mello
POEMA
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