Vão na onda militar Os soldados a marchar Com a banda a lhes tocar O como têm que andar... Vou na onda que é a vida Com uma banda escondida A tocar como hei-de estar Entre essa marcha perdida. Vou e durmo o meu caminho, Como no som do moínho, Dorme o moleiro sozinho. Durmo, mas sinto-me andar.
19 - 9 - 1933

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
« Voltar