É um rio entre arvoredo
E eu durmo de o sonhar.
Fazem-no de segredo
Os ramos a cruzar.

E só de o sonhar fluo...
Cerca-me outro dormir
E dentro de mim flutuo
Sem pensar nem me sentir.


[9-10-1927]

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
« Voltar