Anda, menino, vamos jogar 
Para podermos o mundo esquecer. 
Diz — diz lá — a que vamos brincar? 
Ora diz-me, que jogo vai ser? 

Queres brincar a ser grande, menino? 
Não, nem a ser famoso brincamos. 
Vamos crer que somos o Destino 
E, com areia, vidas moldamos? 

Olha, menino, fingiremos antes 
Que alegres e felizes estamos; 
Que nós somos sonhos, distantes 
Deste mundo em que nós brincamos

In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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