Vem até Nós. Nas nossas cavernas
Os sonhos (Onde estão
As vossas cavernas?) de eternas
Cousas são...

Nem aéreos nem remotos
Somos... (Quem sois? O ar
Veste-vos?) Passamos ignotos
Ao pé do sonhar.

Redemoinho invisível, foice
De silêncio rodando...
E aquele murmúrio □ foi-se
Impossível e brando…

1 - 3 - 1917

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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