Nesta estação deleitosa,
Em que os chuveiros baixando
Chamam a verdura aos prados,
Vão as flores acordando;

Quando os botões se desdobram,
Saudando o dia nascente.
E que a terra amolecida
O poder dos raios sente;

Nesta estação é que eu choro,
E a pompa da Natureza
Cubro de um véu denegrido:
Tal poder tem a tristeza!

Flores, sol, botões mimosos.
Vós perdeis a graça, a cor,
Se a estação que vos renova
Não apaga a minha dor.

 

Marquesa de Alorna
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