Abre o caruncho a rede, o labirinto
De escuras galerias que enfraquecem
A rijeza do cerne resinoso.

Toda a madeira passa nas mandíbulas
Dos insectos roazes, se converte
Em dejectos de pó, remastigados.

Tronco vivo que foi, agora morto
Tornará o barrote à insondável
Matriz de que outra árvore se alimenta.


In Os Poemas Possíveis
José Saramago
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