Quando eu morrer não compliquem o mistério
com pios de coruja.
Não me levem para o cemitério
da morte da Nuvem Suja.

Queimem-me, queimem-me numa pira
ao som do Sol azul
para que ninguém simule
lágrimas de mentira.

Que bom ver subir no ar,
nitidamente, a prumo,
este charco a sonhar
uma nuvem de fumo.

 


In Eléctrico
José Gomes Ferreira
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