Minha vara partida no fundo enterrada
          Para sempre vai ficar;
Mais fundo que nunca o prumo soou,
          Afundarei meu livro no mar.
          O encanto de Próspero desapareceu,
          Arte e magia tudo morreu,
Mortos e jazendo no fundo do mar.

Nunca mais ligados a mim
          Os alegres espíritos do ar,
O que os chamava vinha daí,
          E está afundado no cavo mar.
          Embora não veja da luta um renovo,
          Desejo contudo esta vida de novo,
Jazendo p’ra sempre no fundo do mar.

1905

In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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