Veio da terra uma serpente
Veio da terra de repente
E lentamente ondulava
E a sua língua silvava
Com seus olhos encantava
Todo aquele que a fitava
De seda verde vestia
Era um vestido cingido
No corpo todo vestido
Era um vestido apertado
No corpo todo enrolado
Tinha colares de nada
Com uma fita prateada
Mas um dia foi um dia
Que a serpente sumia
Pela terra se sumiu
Nunca mais ninguém a viu
Matilde Rosa Araújo
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