Meu coração, que teve vida e alma,
Meu coração,
Que outrora, nítido, esperava a palma
Da conclusão,

Agora, inerte, onde os lajedos jazem
Seu frio chão,
Traz aquelas angústias que lhe trazem
Ser mais que um coração.

 

10 - 10 - 1933

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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