Sê jovem,
Jovem, apenas.

Não faças literatura
Nem ponhas o melancólico aspecto
De quem sabe
E se debruça
Nos abismos
Desta pobre humanidade
Tão vil e tão desgraçada!

Sê natural como as rosas
Que rebentaram ali nos canteiros do jardim,
— E sê jovem!,
Mas não queiras ser mais nada
Quando estás ao pé de mim.
     

         In Pequenas Esculturas


In As Canções de António Botto - Primeiro volume das obras completas
António Botto
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