Uns, com os olhos postos no passado,
Vem o que no vem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vem
      O que no pode ver-se.

Porque to longe ir pr o que est perto —
O dia real que vemos? No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
      O dia, porque s ele.

     

28 - 8 - 1933

In Poesia , Assrio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
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