Oh, sacra Liberdade, mãe da Fama!
Que homens são estes para te expulsar?
Que poder dá o direito a tratar
Seres como peões da jogada insana?

Irlanda e Transval, vós sois um borrão
Da Inglaterra e sua vergonha! Ver
Pisado quem livre devia ser
Por criaturas que humanas não são!

O povo aqui, amigo, não te espantes,
Longe está, e eu, de estar descansado
E longe de onde, por lei, cristãmente,

Seres terrenos prendem seus semelhantes;
Sorte que o vento não esteja agrilhoado
E que as vagas ondulem livremente.


1905

In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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