O louco sente-se imperador ou deus
e crê-se, crê com firmeza e
certeza absoluta.
 
Se é assim, com que inteira segurança
Posso eu crer no que creio,
Não mais certezas tenho
Que o louco.
2 - 2 - 1922

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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