Oh, estrela brilhante que na solidão
Espreitas do seio da noite envolvente,
Nada iguala em beleza a tua amplidão
No céu despido e de estrelas ausente.

Promete manter o teu cintilar
Na noite luzindo em dormente prazer,
Como de uma fada o indolente olhar
Que, p’ ra pensar, recusa adormecer.

Que há outras estrelas, eu sei muito bem,
Que podem ter mais brilho e verdade;
Mas não as desejo, pois só uma vem
Pedir atenção e vencer a vontade

E se, disto, a lição não tiveres tirado
Muito da Virtude terás desprezado.

 


In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
« Voltar