Brisa na minha fronte,
Curva do horizonte...
O sol que não desponte!
 
Folhas de hera na ruína,
Fria fluidez fina...
Tinir de guizos... Ler de sina...

Minha alma é uma folha de ouro...
Batida fina p’lo choro..
Fina de □ e agouro...

Frio tesouro inútil
□ inconsútil
Fútil, fútil, fútil...


[2-2-1913]

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
« Voltar