Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal,

E sob o céu
Fica só o azar, é natural.

Oh, c’os diabos!
Parece que já choveu…

UM SONHADOR NOSTÁLGICO DO
ABATIMENTO E DA DECADÊNCIA

29 - 3 - 1935

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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